Intel ou AMD: como escolher o servidor dedicado ideal em 2026
Intel ou AMD? Descobre como escolher o servidor dedicado certo para jogos, alojamento web, aplicações empresariais e workloads profissionais, percebendo o que realmente influencia o desempenho de um servidor.
Escolher um servidor dedicado deveria ser simples. Tens uma aplicação para alojar, escolhes uma configuração e colocas o projeto online.
Na prática, não é isso que acontece.
Basta começares a comparar servidores para encontrares dezenas de processadores diferentes: Intel Core i7, Intel Core i9, AMD Ryzen 5, Ryzen 7, Ryzen 9, diferentes gerações, diferentes frequências, diferentes números de cores. Rapidamente surge a pergunta que acompanha o mercado há mais de duas décadas:
Intel ou AMD?
Se procurares a resposta na internet, vais encontrar centenas de benchmarks, gráficos e opiniões contraditórias. Uns afirmam que a Intel continua a oferecer o melhor desempenho por core. Outros defendem que a AMD oferece mais desempenho pelo mesmo preço. Ambos podem ter razão… dependendo do contexto.
O problema é que a maioria dessas comparações não representa aquilo que realmente acontece num servidor dedicado.
Um benchmark mede o desempenho de um processador numa tarefa específica. Um servidor dedicado, por outro lado, pode executar dezenas de aplicações diferentes, responder a milhares de pedidos por segundo, alojar bases de dados, servir ficheiros, executar containers ou manter um servidor de jogos online durante meses.
São realidades completamente diferentes.
É por isso que, na Lusonode, quando um cliente nos pergunta se deve escolher Intel ou AMD, a nossa resposta raramente começa pelo processador.
Começa quase sempre por outra pergunta.
O que vais executar no servidor?
É essa resposta que determina a configuração mais adequada.
Ao longo deste artigo vamos explicar como escolher entre um servidor dedicado Intel e um servidor dedicado AMD, perceber quais os fatores que realmente influenciam o desempenho e mostrar porque razão não existe um vencedor absoluto entre as duas plataformas.
No final, provavelmente deixarás de perguntar “Intel ou AMD?” e começarás a fazer uma pergunta muito mais útil:
Qual é o servidor mais indicado para a minha carga de trabalho?
A resposta rápida
Se não tens tempo para ler o artigo completo, fica com a versão resumida.
Não existe um “melhor” processador entre Intel e AMD.
Existem, sim, processadores mais adequados para determinadas cargas de trabalho.
De forma geral:
- Se a tua aplicação depende principalmente da velocidade de um ou poucos cores, deves privilegiar CPUs com elevado desempenho por core.
- Se a tua aplicação consegue distribuir trabalho por muitos cores em simultâneo, faz sentido optar por configurações com maior capacidade de processamento paralelo.
- Para muitas empresas, o processador nem sequer será o principal fator limitativo. A memória RAM, o armazenamento NVMe e a forma como a aplicação foi desenvolvida podem ter um impacto muito maior no desempenho final.
O resto deste artigo explica porquê.
O maior erro na escolha de um servidor dedicado
Existe uma tendência natural para escolher hardware da mesma forma que escolhemos um computador pessoal.
Olhamos para o processador.
Comparamos o número de GHz.
Comparamos o número de cores.
Escolhemos aquele que parece ter os números maiores.
Infelizmente, essa abordagem raramente funciona num servidor.
O desempenho de um servidor dedicado depende sempre da combinação entre hardware e software.
Um processador extremamente rápido pode passar grande parte do tempo à espera que uma base de dados responda.
Uma aplicação mal otimizada pode utilizar apenas um único core, deixando todos os restantes praticamente sem utilização.
Da mesma forma, uma máquina com um excelente CPU pode apresentar um desempenho fraco simplesmente porque não tem memória suficiente ou porque o armazenamento se tornou o principal estrangulamento.
É precisamente por isso que duas empresas podem utilizar exatamente o mesmo processador e obter resultados completamente diferentes.
Antes de escolher Intel ou AMD, vale a pena perceber quais são os fatores que realmente influenciam o desempenho.
O que realmente influencia o desempenho de um servidor?
Quando se compara hardware, é comum olhar apenas para a frequência anunciada ou para o número de cores.
Na realidade, existem vários fatores que trabalham em conjunto.
Percebê-los ajuda a tomar decisões muito mais acertadas.
Frequência
A frequência, normalmente apresentada em GHz, indica quantos ciclos o processador consegue executar por segundo.
É uma métrica importante, sobretudo para aplicações que dependem fortemente de um único core.
No entanto, comparar processadores apenas pela frequência é um dos erros mais comuns.
Um processador moderno a 4,5 GHz pode superar facilmente outro também a 4,5 GHz se conseguir executar mais trabalho em cada ciclo.
É aqui que entra outro conceito importante.
IPC
IPC significa Instructions Per Clock.
Em termos simples, representa a quantidade de trabalho que o processador consegue executar em cada ciclo de relógio.
Quanto maior for o IPC, mais eficiente será o processador, mesmo que ambos funcionem exatamente à mesma frequência.
É precisamente por isso que processadores de gerações mais recentes conseguem oferecer ganhos de desempenho significativos sem aumentos proporcionais na frequência.
Quando comparas CPUs modernas, o IPC é muitas vezes tão importante quanto os próprios GHz.
Número de cores
Durante muitos anos, aumentar o número de cores significava quase automaticamente obter mais desempenho.
Hoje sabemos que isso depende inteiramente da aplicação.
Existem workloads que conseguem dividir o trabalho por vários cores.
Existem outros que continuam limitados por uma única thread.
Se uma aplicação utiliza apenas um core, pouco importa que o processador tenha oito, doze ou dezasseis cores disponíveis.
Por outro lado, aplicações que distribuem eficientemente o trabalho conseguem aproveitar praticamente todos os recursos do sistema.
É precisamente esta diferença que explica porque dois projetos completamente distintos podem beneficiar de configurações totalmente diferentes.
Cache
Outro componente frequentemente ignorado é a cache do processador.
A cache funciona como uma memória extremamente rápida onde o CPU guarda informação utilizada repetidamente.
Quanto menos vezes o processador precisar de recorrer à memória principal, mais rapidamente consegue executar determinadas tarefas.
Embora nem todas as aplicações beneficiem da mesma forma, a quantidade e organização da cache fazem parte das razões pelas quais duas arquiteturas aparentemente semelhantes podem apresentar desempenhos diferentes.
Memória RAM
Um servidor pode ter o melhor processador do mercado e, ainda assim, apresentar um desempenho dececionante.
Basta que a memória disponível seja insuficiente.
Quando um sistema operativo fica sem RAM, começa a utilizar armazenamento como memória temporária.
Mesmo utilizando SSDs NVMe extremamente rápidos, esta operação continua a ser muito mais lenta do que aceder diretamente à memória física.
É por isso que dimensionar corretamente a RAM continua a ser uma das decisões mais importantes na escolha de um servidor dedicado.
Armazenamento
Também o armazenamento influencia diretamente a experiência dos utilizadores.
Bases de dados, aplicações web, servidores de jogos e sistemas empresariais realizam constantemente operações de leitura e escrita.
Quanto menor for a latência do armazenamento, mais rapidamente essas operações podem ser concluídas.
É precisamente por essa razão que toda a gama de servidores dedicados da Lusonode utiliza armazenamento NVMe, oferecendo tempos de acesso significativamente inferiores aos SSD SATA tradicionais.
Porque é que os benchmarks nem sempre contam a história toda?
Sempre que surge um novo processador, aparecem imediatamente dezenas de comparações.
São úteis.
Mas devem ser interpretadas com algum cuidado.
Um benchmark mede normalmente um cenário muito específico.
Pode testar compressão de ficheiros.
Pode medir renderização.
Pode avaliar desempenho em jogos.
Pode executar cálculos matemáticos repetitivos.
Tudo isto fornece informação valiosa.
O problema começa quando tentamos assumir que esses resultados representam qualquer tipo de servidor.
Na realidade, um servidor dedicado raramente executa apenas uma tarefa.
Pode servir páginas web enquanto processa pedidos para uma API.
Pode executar uma base de dados, gerir backups automáticos e responder simultaneamente a centenas de ligações.
Pode alojar vários serviços diferentes, todos com comportamentos completamente distintos.
É precisamente por isso que, na escolha de um servidor dedicado, os benchmarks devem ser vistos como um ponto de partida e não como uma resposta definitiva.
Mais importante do que saber qual o processador que obteve mais alguns pontos num teste sintético é perceber qual deles responde melhor às necessidades reais da aplicação que vais executar.
A pergunta que realmente importa
Depois de perceberes como funciona um processador moderno, a pergunta deixa de ser:
Intel ou AMD?
Passa a ser:
A minha aplicação depende mais da velocidade de um ou poucos cores ou consegue distribuir o trabalho por vários cores em simultâneo?
Essa distinção muda completamente a forma como um servidor deve ser escolhido.
E é exatamente isso que vamos analisar na próxima secção.
Escolher pela carga de trabalho, não pela marca
A maioria das comparações entre Intel e AMD parte da pergunta errada.
Não interessa qual das duas marcas ganhou um benchmark específico se esse benchmark não representa aquilo que vais executar.
O que realmente importa é compreender como a tua aplicação utiliza os recursos disponíveis.
Na prática, quase todas as cargas de trabalho podem ser agrupadas em dois grandes cenários.
O primeiro inclui aplicações onde uma pequena parte do código determina praticamente todo o desempenho. Nestes casos, a velocidade de execução dessa tarefa tem um impacto muito maior do que o número total de cores disponíveis.
O segundo inclui aplicações capazes de dividir o trabalho por vários núcleos do processador. Quanto mais eficiente for essa distribuição, maior tende a ser o benefício de um CPU com maior capacidade de processamento paralelo.
Naturalmente, muitas aplicações modernas encontram-se algures entre estes dois extremos.
É por isso que não faz sentido procurar uma resposta universal.
Faz muito mais sentido analisar cada caso individualmente.
Servidores de jogos
Os servidores de jogos são um excelente exemplo de como duas aplicações aparentemente semelhantes podem utilizar o processador de formas completamente diferentes.
É também uma das áreas onde mais facilmente encontramos recomendações simplistas na internet.
“Compra o CPU com mais GHz.”
“Compra o CPU com mais cores.”
Nenhuma destas afirmações é suficiente por si só.
Cada jogo possui o seu próprio motor, a sua própria arquitetura e uma forma diferente de distribuir trabalho pelo processador.
Minecraft
Minecraft continua a ser um dos exemplos mais conhecidos de uma aplicação sensível ao desempenho por core.
Apesar das versões modernas do Paper, Purpur e Folia utilizarem múltiplas threads para tarefas como geração de chunks, operações de disco, rede e algumas rotinas auxiliares, o ciclo principal do servidor continua a ser um dos fatores mais importantes para manter um TPS estável.
Na prática, isto significa que um processador com excelente desempenho por core consegue lidar melhor com grandes quantidades de entidades, jogadores e plugins complexos.
Isso não significa que mais cores sejam inúteis.
Se executares vários servidores Minecraft na mesma máquina, utilizares proxies como Velocity ou BungeeCord, bases de dados, sistemas de monitorização e outros serviços auxiliares, o número de cores disponíveis continua a ser importante.
O equilíbrio entre desempenho por core e capacidade total do sistema continua a ser o fator decisivo.
FiveM
FiveM apresenta um comportamento diferente.
Além da lógica principal do servidor, existe frequentemente uma quantidade significativa de scripts personalizados, recursos adicionais, comunicação com bases de dados e outras tarefas que podem ser distribuídas por vários cores.
Quanto maior for a comunidade e mais complexo for o servidor, maior tende a ser a utilização global do processador.
Também aqui não existe um processador “mágico”.
Existe apenas hardware mais adequado às características específicas de cada projeto.
Outros servidores de jogos
Counter-Strike 2, Rust, Valheim, Terraria, Project Zomboid, ARK, Satisfactory e muitos outros títulos apresentam perfis completamente diferentes.
Alguns escalam muito bem quando existem mais cores disponíveis.
Outros continuam bastante dependentes da velocidade de um pequeno número de threads.
É precisamente por isso que recomendamos sempre analisar os requisitos específicos do jogo antes de escolher uma configuração.
A marca do processador deve ser apenas uma consequência dessa análise e nunca o ponto de partida.
Alojamento web
Quando pensamos em alojamento web, imaginamos normalmente um servidor a servir páginas de internet.
Na realidade, um servidor moderno faz muito mais do que isso.
Uma configuração típica pode incluir:
- Nginx ou Apache;
- PHP-FPM;
- MariaDB ou PostgreSQL;
- Redis;
- serviços de cache;
- tarefas agendadas;
- sistemas de monitorização;
- backups automáticos;
- aplicações desenvolvidas em Node.js, Python, Go ou .NET.
Cada um destes componentes utiliza o hardware de forma diferente.
Alguns pedidos podem depender principalmente da velocidade de um único core.
Outros distribuem naturalmente a carga por vários cores quando centenas ou milhares de utilizadores acedem ao sistema em simultâneo.
Ao mesmo tempo, o armazenamento NVMe reduz significativamente a latência das operações sobre bases de dados, enquanto uma quantidade adequada de memória RAM permite manter informação frequentemente utilizada em cache, reduzindo ainda mais os tempos de resposta.
É por isso que avaliar um servidor apenas pelo processador raramente fornece uma imagem completa.
Um sistema equilibrado tende quase sempre a produzir melhores resultados do que uma máquina construída apenas à volta de um CPU muito potente.
APIs e aplicações empresariais
Cada vez mais empresas utilizam servidores dedicados para alojar APIs, plataformas SaaS, aplicações internas ou sistemas de gestão.
Nestes ambientes, é comum coexistirem vários serviços diferentes.
Um servidor pode executar simultaneamente uma API, uma base de dados, um sistema de filas, um serviço de autenticação, ferramentas de monitorização e tarefas de manutenção.
Algumas operações beneficiam claramente de elevado desempenho por core.
Outras distribuem-se de forma eficiente por vários núcleos.
É precisamente esta diversidade que explica porque não existe um processador ideal para todas as aplicações.
Antes de escolher hardware, vale a pena responder a perguntas simples:
- Quantos utilizadores irão utilizar o sistema?
- Existem períodos de elevada carga?
- Quantos serviços vão correr na mesma máquina?
- Qual o crescimento esperado nos próximos anos?
Estas respostas ajudam muito mais na escolha do servidor do que comparar apenas frequências ou benchmarks sintéticos.
Processamento paralelo
Existem também workloads onde a capacidade total de processamento é claramente mais importante do que a velocidade de um único core.
Entre os exemplos mais comuns encontramos:
- compilação de software;
- pipelines CI/CD;
- processamento de dados;
- automação;
- renderização;
- análise de ficheiros;
- containers;
- múltiplos serviços independentes a executar em simultâneo.
Nestes cenários, aplicações diferentes conseguem utilizar vários cores ao mesmo tempo, aumentando significativamente o débito global do sistema.
É precisamente aqui que processadores com maior capacidade multithread demonstram todo o seu potencial.
Mais uma vez, a decisão não deve ser baseada na marca.
Deve ser baseada na forma como a aplicação utiliza o hardware disponível.
Então onde entra a Intel? E onde entra a AMD?
Depois de tudo isto, chegamos finalmente à comparação que deu origem a este artigo.
A verdade é que, atualmente, tanto a Intel como a AMD produzem excelentes processadores para servidores dedicados.
Ambas apresentam arquiteturas maduras, elevado desempenho e capacidade para responder à maioria das cargas de trabalho modernas.
Ao longo dos últimos anos, a diferença entre as duas plataformas diminuiu significativamente.
Em vez de existir uma marca claramente superior, existem modelos mais indicados para determinados cenários.
É precisamente por isso que, na Lusonode, nunca recomendamos um servidor apenas porque utiliza Intel ou AMD.
Recomendamos a configuração que melhor responde às necessidades do projeto.
Na próxima secção vamos olhar para as configurações disponíveis e perceber como escolher entre elas na prática.
Intel vs AMD num relance
Nenhuma das plataformas é um CPU de servidor dedicado universalmente melhor — as forças de cada uma estão simplesmente em sítios diferentes. Este resumo compara-as da forma que realmente importa para um servidor em produção, e não por pontos de benchmark.
| Característica | Intel | AMD |
|---|---|---|
| Cargas single-core | ⭐⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐⭐☆ |
| Cargas multithread | ⭐⭐⭐⭐☆ | ⭐⭐⭐⭐⭐ |
| Alojamento de servidores de jogos | Excelente | Excelente |
| Servidor de alojamento web | Excelente | Excelente |
| CI/CD & builds paralelos | Excelente | Excelente |
| Preço / desempenho | Depende do plano | Depende do plano |
Ambos são excelentes servidores bare metal. A escolha certa resume-se a saber se a tua carga de trabalho depende mais de um forte desempenho single-core ou de maior débito total — e não da marca no processador.
Como escolher entre as configurações disponíveis
Depois de compreenderes como a tua aplicação utiliza o processador, a escolha torna-se muito mais simples.
Em vez de comparares apenas marcas ou frequências, passa a olhar para o servidor como um conjunto de recursos.
O processador é apenas um componente de um sistema muito maior.
A memória RAM, o armazenamento NVMe, a largura de banda disponível e a forma como o software foi desenvolvido influenciam diretamente o desempenho global do servidor.
Por isso, quando analisamos um projeto, procuramos sempre responder a algumas perguntas antes de recomendar qualquer configuração.
- Que aplicação vais executar?
- Quantos utilizadores esperas ter em simultâneo?
- O servidor vai alojar apenas um serviço ou vários?
- Existe previsão de crescimento a curto ou médio prazo?
- O desempenho é mais importante do que a capacidade total de processamento ou acontece o contrário?
Estas respostas ajudam a evitar dois problemas muito comuns.
O primeiro é escolher um servidor demasiado pequeno e ficar sem recursos poucos meses depois.
O segundo é investir numa configuração muito acima das necessidades reais do projeto.
Nenhum dos cenários é desejável.
As configurações disponíveis
Na Lusonode disponibilizamos servidores dedicados baseados em plataformas Intel e AMD, permitindo adaptar a configuração ao tipo de carga de trabalho de cada cliente.
Independentemente da plataforma escolhida, o objetivo é sempre o mesmo: disponibilizar hardware dedicado, previsível e sem os constrangimentos normalmente associados a ambientes partilhados.
A escolha entre Intel e AMD deve ser vista como uma decisão técnica e não como uma preferência por uma marca.
Existem excelentes opções dos dois lados.
O importante é escolher aquela que melhor responde às necessidades da aplicação.
Um guia rápido de decisão
Se ainda tens dúvidas, este resumo pode servir como ponto de partida.
| Se pretendes executar… | O que deves privilegiar |
|---|---|
| Servidores Minecraft | Elevado desempenho por core |
| FiveM e outros servidores com scripts complexos | Equilíbrio entre desempenho por core e capacidade multithread |
| Alojamento web | Bom equilíbrio entre CPU, memória RAM e armazenamento NVMe |
| APIs sensíveis à latência | Processadores com excelente desempenho por core |
| Aplicações empresariais | Equilíbrio entre desempenho por core e capacidade total |
| Pipelines CI/CD | Elevada capacidade multithread |
| Compilação de software | Maior capacidade de processamento paralelo |
| Processamento de dados | Mais cores e memória suficiente |
| Múltiplos serviços na mesma máquina | Configuração equilibrada e margem para crescimento |
Repara que, em nenhum destes casos, a recomendação é simplesmente “Intel” ou “AMD”.
Isso acontece porque o tipo de workload continua a ser muito mais importante do que a marca do processador.
Mitos comuns sobre CPUs de servidores dedicados
Há algumas crenças que surgem repetidamente quando se escolhe um servidor dedicado. A maioria está desatualizada.
“Mais GHz significam sempre um servidor mais rápido.” Não necessariamente. Os processadores modernos diferem significativamente em IPC, organização da cache e arquitetura, pelo que dois CPUs à mesma frequência podem entregar um desempenho de servidor muito diferente.
“Mais cores melhoram sempre o desempenho.” Apenas se o software os souber utilizar. Muitas aplicações continuam a depender fortemente de uma ou poucas threads, deixando os cores extra parados.
“Intel é para jogos, AMD é para servidores.” Isto já não é verdade há anos. Ambos os fabricantes produzem processadores capazes de alimentar alojamento de servidores de jogos, plataformas de alojamento web e workloads empresariais exigentes.
“Os benchmarks contam a história toda.” Os benchmarks são úteis, mas raramente refletem como um servidor dedicado em produção se comporta sob cargas reais e mistas.
O que todos os servidores dedicados têm em comum
Independentemente da configuração escolhida, existem características que não mudam.
Todas as máquinas foram pensadas para oferecer uma base sólida, permitindo que a escolha do servidor dependa apenas dos recursos necessários para o teu projeto.
Entre essas características incluem-se:
- armazenamento NVMe de elevado desempenho;
- ligação simétrica de 1 Gbps;
- tráfego ilimitado;
- proteção DDoS LNSHIELD sempre ativa;
- hardware totalmente dedicado;
- acesso total ao servidor;
- possibilidade de escolher o sistema operativo adequado ao teu projeto;
- infraestrutura alojada em datacenters profissionais na Alemanha.
Na prática, isto significa que não tens de escolher entre diferentes níveis de qualidade da infraestrutura.
A decisão centra-se apenas na capacidade de processamento, memória e armazenamento necessários para a tua carga de trabalho.
Como ajudamos os clientes a escolher
Quando recebemos um pedido para um servidor dedicado, raramente começamos por perguntar qual o processador pretendido.
Na maioria das vezes, os próprios clientes ainda não sabem se precisam de Intel ou AMD.
O que realmente tentamos perceber é o contexto do projeto.
Perguntas como estas ajudam-nos muito mais:
- Que aplicação vais alojar?
- Quantos utilizadores esperas?
- O projeto vai crescer nos próximos meses?
- Existem requisitos específicos de memória?
- A aplicação já está em produção ou trata-se de um novo projeto?
Só depois de perceber estas respostas é que faz sentido recomendar uma configuração.
Na prática, esta abordagem evita tanto o sobredimensionamento como a falta de recursos.
O objetivo não é vender o servidor mais caro.
É recomendar o servidor que consiga responder às necessidades do projeto hoje e que continue adequado à medida que esse projeto cresce.
Intel ou AMD? A resposta continua a ser a mesma.
Se chegaste até aqui, provavelmente já percebeste que a pergunta “Intel ou AMD?” não tem uma resposta universal.
Os processadores modernos de Intel e AMD oferecem ambos um desempenho excelente para alojamento dedicado, tornando as características da carga de trabalho muito mais importantes do que a marca do processador.
A Intel continua a oferecer excelentes opções para workloads que valorizam elevado desempenho por core.
A AMD continua a disponibilizar plataformas extremamente competitivas para uma enorme variedade de aplicações.
Na realidade, ambas conseguem responder muito bem à maioria dos projetos atuais.
O fator decisivo raramente é a marca.
É a forma como a tua aplicação utiliza os recursos disponíveis.
É por isso que, antes de escolher um servidor dedicado, vale sempre a pena olhar para o projeto como um todo.
Escolher um processador apenas porque tem mais GHz, mais cores ou porque aparece em primeiro lugar num benchmark pode resultar numa decisão menos acertada do que investir alguns minutos a compreender a carga de trabalho que realmente vais executar.
Quando o hardware é escolhido em função da aplicação, o resultado costuma ser simples: melhor desempenho, maior estabilidade e um investimento muito mais eficiente.
Os servidores dedicados modernos já não se definem pelo logótipo no processador. Definem-se pela forma como o seu hardware se ajusta à carga de trabalho que vão executar. Quer escolhas um servidor dedicado Intel ou um servidor dedicado AMD, o melhor servidor bare metal é aquele que oferece o equilíbrio certo entre desempenho de CPU, memória, armazenamento NVMe e rede para a tua aplicação.
Se não tens a certeza de qual a configuração ideal para o teu projeto, a nossa equipa pode ajudar-te a escolher o servidor dedicado certo com base na tua carga de trabalho e não em argumentos de marketing.
Perguntas frequentes
Intel é melhor do que AMD para servidores dedicados?
Não existe uma resposta única.
Ambas as plataformas oferecem excelente desempenho. A escolha deve ser feita tendo em conta o tipo de aplicação, a forma como utiliza o processador e os restantes recursos necessários.
Mais GHz significam um servidor mais rápido?
Não necessariamente.
A frequência é apenas um dos fatores que influenciam o desempenho. A arquitetura do processador, o IPC, a cache e a forma como a aplicação utiliza o CPU podem ter um impacto igual ou superior.
Mais cores são sempre melhores?
Também não.
Existem aplicações que conseguem utilizar muitos cores em simultâneo e outras que dependem principalmente do desempenho de uma ou poucas threads.
A escolha deve ser feita em função da carga de trabalho.
O armazenamento NVMe faz diferença?
Sim.
Comparativamente a discos SATA tradicionais, os SSD NVMe oferecem latências muito inferiores e velocidades de leitura e escrita bastante superiores.
Para bases de dados, aplicações web, servidores de jogos e muitas outras cargas de trabalho, esta diferença é facilmente percetível.
Ainda tenho dúvidas. Como escolho?
Se não tens a certeza de qual a configuração mais indicada, entra em contacto connosco e explica-nos o teu projeto.
Diz-nos que aplicações pretendes executar, quantos utilizadores esperas e quais são os teus objetivos.
Com essa informação conseguimos recomendar uma configuração adequada às tuas necessidades, sem complicações e sem recursos desnecessários.